Flávio Esgaib Kayatt (São Paulo, 22 de outubro de 1960) é um administrador e político brasileiro.
Carreira profissional e política Formado em administração de empresas pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMAT), possui base eleitoral na cidade de Ponta Porã, onde foi prefeito, vereador, presidente da Câmara Municipal e vice-prefeito. Foi vereador pela cidade entre 1993 e 1996, vice prefeito entre 1997 e 1998, renunciando ao mandato ao ser eleito deputado estadual no mesmo ano. Reeleito em 2002, deixou a Assembleia Legislativa ao se eleger prefeito de Ponta Porã em 2004, se reelegendo em 2008. Durante seu mandato como prefeito, a cada 48 horas uma casa era construída, foram construídas 8 escolas, 8 áreas de esporte lazer, 11 postos de saúde e o único centro de convenções da cidade. Além disso, 11 bairros foram pavimentados e foi negociada com o Exército uma área para a construção do macro anel. Após encerrar seu mandato como prefeito retornou à Assembleia Legislativa em 2015 ao ser eleito novamente deputado estadual em 2014, deixando o cargo em 2017 ao ser indicado conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul substituindo Marisa Serrano que se aposentou no mesmo ano. Sua indicação foi assinada por 23 parlamentares. Foi empossado no cargo de conselheiro no dia 13 de novembro de 2017, e eleito presidente do tribunal em 2024, sendo empossado em 1o de fevereiro de 2025. Sua eleição foi em meio a afastamentos de conselheiros do tribunal por operações da Polícia Federal. Assumiu a presidência prometendo mais transparência, e que o tribunal seja um "suporte, uma extensão de todos os gabinetes dos gestores aqui do nosso Estado".
Controvérsias Foi investigado por desvio de 2 milhões de reais da rodoviária de Ponta Porã. No ano que foi indicado ao TCE, era réu no processo.que investigava os fatos. Foi também condenado por improbidade administrativa por irregularidades na contratação de serviços de transporte coletivo sem licitação entre 2005 e 2006. Condenado a perda de cargo público, suspensão de direitos políticos por três anos e proibição de contratar com o poder público e receber benefícios ou incentivos fiscais por três anos, sua sentença condenatória foi apagada dos autos do processo por um erro no sistema, pois a sentença publicada seria apenas um rascunho e fora publicada pela juíza substituta enquanto a juíza responsável pelo processo estava de férias.
Vida pessoal Kayatt é cadeirante, devido a um acidente automobilístico sofrido em 1997. Chegou a cogitar deixar o cargo de conselheiro do TCE em 2018 por questões de saúde, já que convive com fortes dores na coluna e tem uma rotina intensa de tratamento médico, que inclui também medicamentos fortes para a dor. Antes disso, era atleta na juventude e chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira de Futsal em 1987.
Referências