1733 no Brasil corresponde aos eventos ocorridos no território da América Portuguesa durante o ano de 1733, marcado pela criação do Distrito Diamantino, pela queda de Bartolomeu Bueno da Silva em Goiás e pelo início de novas estruturas de controle sobre os recursos minerais da colônia.

Contexto político e administrativo Em 1733, o ouvidor de São Paulo, Gregório Dias da Silva, foi designado para o cargo de superintendente-geral das minas de Goiás, destituindo Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera II, de suas funções executivas. Bueno da Silva, acusado de nepotismo e má administração pelo governador de São Paulo, Caldeira Pimentel, recebeu apenas o título honorífico de capitão-mor. O novo governador de São Paulo, Luís da Távora, conde de Sarzedas, intimou-o a pagar uma grande quantidade de impostos atrasados. A Coroa Portuguesa identificava progressivamente a necessidade de estruturar juridicamente o controle sobre os diamantes do Tijuco. Em 1733, avançavam as negociações e estudos que resultariam, no ano seguinte, na criação formal da Intendência dos Diamantes.

Mineração e controle colonial A exploração do ouro em Minas Gerais gerava tensões constantes entre contrabandistas e agentes fiscais da Coroa. Uma carta do governador do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, datada de 19 de dezembro de 1733, informava à Corte sobre o êxito na prisão de Antônio Pereira de Souza e seus sócios, responsáveis pela falsificação de moedas nas Minas Gerais. A captura demonstrava o esforço sistemático das autoridades coloniais para combater práticas que desviavam ouro e minavam a arrecadação régia.

Igreja Católica O barroco religioso mineiro continuava a florescer. Em 1733, iniciou-se a construção da Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto, possivelmente projetada por Manuel Francisco Lisboa — pai do futuro Aleijadinho. A igreja, erguida pela Irmandade de Nossa Senhora de Santa Efigênia e São Benedito, composta por africanos e afrodescendentes, é um dos exemplos mais expressivos de como a fé católica, assimilada pelos escravizados e seus descendentes, gerou obras de arte de importância histórica e estética ímpar. Em 1733 também foi iniciada, no Rio de Janeiro, a Igreja de São Pedro dos Clérigos, com planta de nave elíptica ladeada de ábsides curvas — uma das construções mais inovadoras da arquitetura colonial brasileira, infelizmente demolida no século XX.

Ver também 1732 no Brasil 1734 no Brasil Bartolomeu Bueno da Silva (filho)

Referências

Ligações externas Ouro e Diamantes na Colônia Americana — Arquivo Nacional Cronologia do Período Colonial — Arquivo Nacional