Tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo já tinha sido desligado, mas conseguiu ser reintegrado à corporação após decisão judicial. Defesa diz que irá recorrer novamente

21 out 2026 - 17h49

(atualizado às 17h53)

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- Por: Ana Magalhães

Resumo

O governador Tarcísio de Freitas publicou novo decreto demitindo o tenente Henrique Velozo, acusado de matar o campeão de jiu-jítsu Leandro Lo. A medida suspende a reversão de sua exoneração anterior, ocorrida na esfera militar, e a defesa já declarou que irá recorrer. Embora denunciado por homicídio qualificado, o policial foi absolvido pelo Tribunal do Júri da Justiça comum sob a tese de legítima defesa, desfecho que gerou protestos da mãe da vítima contra a impunidade do caso.

Henrique Otávio Oliveira Velozo, de 30 anos, é acusado de matar olutador Leandro Lo durante um show de pagode

Foto: Reprodução/ Redes sociais / Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu novamente o tenente da Polícia Militar, Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu, Leandro Lo. O novo decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado nessa terça-feira, 21.

Procurada pelo Estadão, a defesa do militar informou que irá recorrer da medida. "Uma decisão passível de recurso e que a defesa irá combater", afirmou o advogado Claudio Dalledone.

A medida suspende os efeitos de uma decisão de outubro de 2025, que tinha revertido temporariamente a primeira demissão do policial, publicada em setembro do mesmo ano.

O agente chegou a ser excluído do quadro da PM após decisão do Tribunal de Justiça Militar (TJM). Na Justiça comum, o Ministério Público o denunciou por homicídio triplamente qualificado, com qualificadores motivo torpe, emprego de meio insidioso ou cruel e traição ou emboscada. A denúncia foi aceita e Velozo se tornou réu.
Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri de São Paulo, que acolheu a tese de legítima defesa apresentada por sua defesa. Em reação à decisão, Fátima Lo, mãe do lutador, compartilhou em seu perfil no Instagram uma publicação que afirma que o campeão "não teve sua justiça feita".
"Os jurados acolheram a tese de legítima defesa, e com isso o réu não responderá criminalmente pelo disparo que tirou a vida de um dos maiores campeões da história do esporte. Todos hoje carregam um silêncio pesado, difícil de explicar", diz o texto.
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