Soneto 108 é um soneto da série de 154 sonetos de Shakespeare. Ele faz parte da série maior dos sonetos, até o 126, conhecida como “The Fair Youth” (O Belo Jovem), em que o poeta revela seu amor por um jovem, cuja identidade é desconhecida, apesar de muito especulada.
Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG
Sinopse O poeta explica que suas repetidas palavras de amor e louvor são como uma oração diária; embora antigas, são sempre novas. O verdadeiro amor também é sempre novo, mesmo que o amante e o amado envelheçam. Ao expressar seu amor ao amigo, o poeta já havia usado todas as ideias que o pensamento poderia conceber e todas as expressões que a linguagem poderia fornecer. Mas, apesar da constante repetição, o poeta não deve cessar seus versos. O amor é eterno, não conhecendo mudança no objeto amado.
Traduções
Tradução de Thereza Christina Motta Como nas suas outras traduções, ela procurou fazer uma tradução mais literal, mantendo os 14 versos do original, mas sem se ater a ritmo, métrica ou rima.
Tradução de Paulo Camelo A tradução mantém a forma usada pelo autor, de soneto inglês, com rimas ABAB CDCD EFEF GG, versos decassílabos em pentâmetro iâmbico, acrescentando o ritmo holístico.
Tradução de José Arantes Júnior O tradutor, embora mantivesse o formato de soneto inglês e o esquema rímico seguido pelo autor, não o seguiu no quesito métrica e ritmo, preferindo, como o fez com as suas outras traduções do poeta, criar um formato plástico, com todos os versos contendo exatamente 36 caracteres, o que lhe dá um formato retilíneo em suas margens, quando escrito com fonte monoespaçada. Também lhe acrescentou um título.
Tradução de Milton Lins O tradutor apresentou o soneto em versos dodecassílabos, alexandrinos, em ritmo misto, predominantemente hexâmetro iâmbico. O esquema rímico seguiu o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.
Referências