Flávio Bolsonaro não é salvador da democracia, mas político sob suspeita que quer se safar pela urna

Candidato do PL tem dito que é o ‘último obstáculo contra a barbárie’ no País. Crédito: Alvaro Gribel

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, negou o pedido de Flávio Bolsonaro (PL) para restringir manifestações políticas em universidades.

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O pedido, protocolado pela campanha de Flávio, demandava que a União Nacional dos Estudantes (UNE), assim como outras organizações vinculadas, não realizasse campanha político-eleitoral nos espaços das universidades públicas.

Ao analisar o pedido, o ministro considerou que é reconhecido, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o espaço das universidades como local de livre circulação de ideias.

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Além disso, as universidades possuem direito à autonomia, à pluralidade e à liberdade de expressão, o que não pode ser suprimido em virtude do período eleitoral ou pela manifestação de posicionamentos contrários ou favoráveis a determinados candidatos.
O ministro também questiona que há insuficiência de elementos para a aplicação das intervenções, além de considerar a obrigação, que foi pedida para ser imposta à UNE, como genérica e sem delimitação.
Cueva, no entanto, não afirma que irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral em espaço público não possam existir, mas que esses casos devem ser analisados de acordo com cada circunstância, respeitando tanto a Lei Eleitoral quanto a liberdade das universidades.
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Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral. FOTO: Júlio César Almeida /Estadao Foto: Júlio César Almeida /Estadao
A UNE tem se posicionado a favor do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem realizado movimentações para “virar votos” para o petista.
Nas redes, a presidente da organização, Bianca Borges, publicou um vídeo afirmando que o pedido do candidato do PL é uma tentativa de censura por causa das manifestações de apoio a Lula. “Não seremos silenciados! A nossa luta em defesa da democracia continuará nas ruas e nas redes até que conquistemos a vitória”, diz a legenda.
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