Cantora fundou há 16 anos a Varanda de Nazaré para ampliar a visibilidade da festa católica

11 out 2026 - 11h27

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- Por: Redação Terra

Fafá de Belém vestida para mais uma Varanda de Nazaré

Foto: Reprodução Instagram | @_aryannealmeida

Todo ano, a cantora Fafá de Belém, de 70 anos, fica bastante atarefada em outubro. Há 16 anos, ela fundou a Varanda de Nazaré, evento no qual traz personalidades para conhecerem um pouco do Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações católicas do mundo.

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Questionada sobre a razão para idealizar um evento de tal magnitude, ela respondeu que se trata de um momento de encontro entre diferentes tipos de fé. “Trago personalidades múltiplas, jornalistas, cantores, teólogos, padres, pais de santo, babalorixá, pastor e drags. Eu trago pessoas por quem eu tenho admiração pela sua trajetória, trago para ver no nosso povo, porque a gente é caboclo e ficamos muito felizes quando olham para a gente”, afirmou ela, em entrevista concedida à revista Quem e veiculada neste domingo, 11.

O Círio, originalmente, é uma procissão católica. Entretanto, a cantora deixou de ver a festa dessa forma.

“A devoção à Nossa Senhora é tão grande que aqui ela é Naza, Nazinha, Nazarezinha. Temos Nossa Senhora como uma entidade distante, mas ela é próxima. E, como ela é próxima, ela permite que a gente tenha uma intimidade muito grande com ela. O profano se mistura ao sagrado, então a cada ano as manifestações vão crescendo mais. Se você quer conhecer o Pará, venha durante o Círio. É a explosão do paraensismo”, comentou.

Fafá de Belém vestida para mais uma Varanda de Nazaré

Foto: Reprodução Instagram | @_aryannealmeida

Questionada sobre misturar convidados LGBTs e diversas religiões na festa católica, ela falou sobre a abertura para o novo. “Acho que o diferente do Círio é que é uma fé feliz, é uma procissão que é alegre. Nossa fé pensa no futuro, não se apega ao passado. Ela não está aqui para punir ninguém, ela está aqui para perdoar e seguir em frente”.

Mercadologicamente, ela também considera seu projeto algo de extremo sucesso para a região. “A Varanda de Nazaré modificou e mexeu profundamente no turismo do Pará. Uma demanda de pessoas exige contratação. Quantos hotéis surgiram? Quantos restaurantes surgiram? Para a Varanda, nós empregamos 1.500 pessoas todo ano. A gente começa a contratar em março, e [a maioria] são trabalhadores paraenses”.

Fonte: Portal Terra
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