O Exército de Trolls da Revolução Bolivariana (em espanhol: Ejército de Trolls de la Revolución Bolivariana) é uma agência de propaganda estatal na internet, financiada pelo governo da Venezuela. É uma subagência do Ministério do Interior, Justiça e Paz e tem a função de disseminar propaganda bolivariana por toda a internet.
História Em maio de 2017, vazaram documentos do Ministério do Interior, Justiça e Paz relacionados com a fundação do Exército de Trolls da Revolução Bolivariana. O Exército de Trolls foi criado para reforçar uma mentalidade militarista entre seus membros, uma característica marcante do governo bolivariano.
Organização O Exército de Trolls é organizado numa estrutura semelhante à militar, que inclui:
Esquadrão – Um indivíduo responsável por vinte e três contas nas redes sociais. Pelotão – Dez esquadras divididas em grupos de dois, alocadas em forças-tarefa envolvendo imprensa, design, hacking, incubação de contas e desinformação, totalizando 230 contas de mídia social. Companhia – Cinquenta indivíduos formados por cinco pelotões, totalizando 1.150 contas de mídia social. Batalhão – Cem indivíduos formados por duas companhias, totalizando 2.300 contas de mídia social. Brigada – Quinhentos indivíduos formados por cinco batalhões, totalizando 11.500 contas de mídia social.
Funções O pessoal envolvido tem a tarefa de adotar personas de contas que podem variar entre ser chavista, apoiador da oposição ou um catfish. Os trolls também são responsáveis por espalhar desinformação e notícias falsas.
Recepção A ONG venezuelana Instituto Prensa y Sociedad afirmou que o Exército de Trolls da Revolução Bolivariana coloca "o jornalismo, a liberdade de expressão e a democracia em risco" e que a sua criação "estende à internet o estado de vigilância, opacidade e censura que o governo venezuelano tem implementado cada vez mais por meio de regulamentos, agências e ordens inconstitucionais".
Referências