Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizaram um ato na Praça do Buriti, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (21/10), para pedir diálogo com o Governo do DF (GDF). Ao longo da manhã, milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências graves.O diretor do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF), Samuel Fernandes, alegou que o novo secretário de Educação, Thiago Peixoto, tem promovido alterações no planejamento de escolas. Samuel também apontou problemas na estrutura das unidades de ensino, salas de aula lotadas e insatisfação com os salários.“Ele [o secretário] vem mudando tudo sem diálogo. As escolas estão abandonadas, com estrutura precária e professores adoecendo”, declarou. Segundo ele, as supostas alterações comprometem a autonomia das escolas e a aprendizagem dos estudantes.O professor de história Rafael Fernandes, de 49 anos, enxerga o atual governo como uma continuação da administração anterior, o que, na visão do docente, culmina em um “processo de desvalorização”. “A gente entende que tem sido o mesmo processo há oito anos. E é um processo muito ruim de desvalorização dos professores, da educação pública como um todo”, disse Fernandes, que atua na área há 25 anos.Rafael Fernandes citou mudanças no calendário escolar e atrasos na divulgação do calendário do concurso de remanejamento como motivos de insatisfação. O professor também criticou a suspensão das negociações com o sindicato durante o período eleitoral.6 imagensFechar modal.1 de 6Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal realizaram um ato na Praça do Buriti, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (21/10), para pedir diálogo com o Governo do DF (GDF)HUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophoto2 de 6Ao longo da manhã, milhares de docentes passaram pelo local questionando mudanças e cobrando investimentos na Educação.HUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophoto3 de 6A mobilização foi acompanhada por equipes da Polícia Militar do DF (PMDF), que não registrou ocorrências gravesHUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophoto4 de 6O professor de história Rafael Fernandes, de 49 anos, citou mudanças no calendário escolar e atrasos na divulgação do calendário do concurso de remanejamento como motivos de insatisfaçãoHUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophoto5 de 6O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) também esteve no atoHUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophoto6 de 6Durante o ato, foram vistas bandeiras e panfletos dos candidatos Leandro Grass e Lula, que busca a reeleição à Presidência da RepúblicaHUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophotoA professora de matemática Mirelle Nascimento, de 30 anos, entende que a mobilização é a melhor forma de tornar pública a insatisfação dos professores com a gestão. “A gente veio para esse ato na intenção de que a população enxergue um pouco da nossa posição”, afirmou.Durante a mobilização, alguns manifestantes carregavam cartazes com mensagens contrárias às políticas adotadas pelo GDF na rede pública de ensino. Entre as frases estavam “Não à militarização da escola pública” e “Escola não é negócio”. Também foram vistas bandeiras e panfletos dos candidatos Leandro Grass (PT) e Lula (PT), que concorrem ao Executivo local e à Presidência da República, respectivamente.O candidato ao GDF Leandro Grass ouviu os representantes da categoria. Ele prometeu reestruturar a carreira e promover a formação continuada dos docentes. “Logo no início do meu governo eu vou abrir a mesa permanente de negociação para reestruturar a carreira. A gente vai melhorar as gratificações para os diretores e gestores”, declarou.O que diz a EducaçãoEm nota, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que a adesão à paralisação é facultativa e que a decisão cabe a cada profissional. A pasta afirmou ainda que as aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, assegurando o cumprimento dos 200 dias letivos e evitando prejuízos à aprendizagem dos estudantes.














