Você já ouviu um áudio no WhatsApp e ficou na dúvida se era mesmo a pessoa falando? Ou viu uma foto na internet e não soube dizer se era de verdade?Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), criar conteúdos falsos que parecem reais ficou muito mais simples. Infelizmente, essa mesma tecnologia tem sido usada para cometer abusos virtuais, atingindo de forma séria a vida e a reputação das mulheres - seja no dia a dia ou na política.Dois levantamentos recentes mostram a gravidade desse cenário no Brasil e as soluções que começam a surgir: uma pesquisa do Instituto Natura e da Avon e um acordo de proteção tecnológica assinado entre a ElevenLabs e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Para acompanhar o debate sem complicação, vale traduzir esses dois termos:A nova edição do Índice de Conscientização sobre Violência contra as Mulheres (2026), realizado pelo Instituto Natura e pela Avon, mediu pela primeira vez a violência digital no país. O resultado acende um alerta: 1 em cada 5 brasileiros já se deparou com imagens íntimas falsas geradas por IA. O levantamento mostra que o contato com esse tipo de imagem é mais comum entre homens e jovens de até 25 anos.Apesar do problema estar presente na rotina digital, a conscientização geral ainda é baixa: apenas 37% da população brasileira possui um nível alto de informação sobre a violência contra a mulher - e entre os homens, esse número cai para 28%.Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil, destaca que medir esses abusos com números concretos é o primeiro passo para construir estratégias reais de proteção.Se a tecnologia pode ser usada para fraudar, ela também precisa ser empregada para defender. Durante a ação “Violência Política TEM Gênero”, promovida pela Comissão TSE Mulheres com a Ouvidoria do TSE e a Procuradoria-Geral Eleitoral, foram apresentadas ferramentas defensivas para as Eleições de 2026.Na parceria entre o TSE e a ElevenLabs, foram estruturadas medidas práticas para:O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ressaltou a gravidade do tema: “A violência política de gênero não é apenas uma agressão contra uma mulher. É uma agressão contra a própria democracia”. Na mesma linha, João Paulo Rio Branco, representante da ElevenLabs, reforçou que a tecnologia deve servir para incluir, e não para se tornar uma nova barreira à presença feminina nos espaços públicos.Proteger as mulheres no ambiente digital exige duas frentes: educação e conscientização da sociedade para identificar e combater abusos, aliadas a mecanismos tecnológicos de segurança para impedir o uso maldoso da Inteligência Artificial.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








