Belo Horizonte — O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou que Meta e X forneçam dados de perfis envolvidos na circulação de um relatório falso atribuído à Polícia Federal (PF) e compartilhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).A decisão foi assinada pelo desembargador Sálvio Chaves em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), candidato à reeleição. Na ação, o petista acusa Nikolas, também candidato à reeleição, de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social pela divulgação do documento falso em seus perfis oficiais no Instagram e no X.O relatório falso simulava uma conclusão oficial da PF de que não haveria indícios de crime nas conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens foram extraídas de aparelho apreendido na Operação Compliance Zero. Leia também BrasilNikolas admite que postou laudo falso da PF, mas diz que apagou logo depois Minas GeraisPF desmente relatório que descarta crime em conversas de Nikolas e Vorcaro Minas GeraisNikolas compara relações com Vorcaro: “Não dá para pôr todos no mesmo bolo” O TRE-MG determinou a “preservação de conteúdos, arquivos originais, metadados, métricas e registros de acesso relacionados a publicações feitas entre 1º e 10 de setembro”. Também ordenou que as plataformas entreguem “informações sobre perfis apontados na cadeia de disseminação do documento”.No Instagram, a Meta terá de fornecer dados cadastrais, registros de acesso e endereços IP dos responsáveis pelo perfil @nikolasferreirateam, apontado na decisão como responsável pela primeira difusão conhecida da imagem na plataforma. A Justiça também quer saber se há administradores ou dispositivos em comum entre essa conta e o perfil oficial de Nikolas.Já o X deverá fornecer informações sobre o perfil “Space Liberdade” (@NewsLiberdade), cuja publicação foi republicada por Nikolas. A plataforma terá de informar quem são os titulares e administradores da conta, além de entregar registros de acesso, endereços IP e dados sobre eventual impulsionamento pago.Documento falsoO relatório atribuído à PF começou a circular nas redes sociais em 3 de setembro. Nikolas chegou a compartilhar o conteúdo e, posteriormente, confirmou ao Metrópoles que havia feito a publicação.Na ocasião, o deputado afirmou que repostou uma publicação do perfil Space Liberdade e que o conteúdo desapareceu de sua conta depois que a postagem original foi apagada.A Polícia Federal confirmou ao Metrópoles que o relatório era falso. O documento apresentava inconsistências em datas e informações e dizia que as conversas entre Nikolas e Vorcaro indicariam apenas contato de natureza pessoal e profissional, sem elementos suficientes para justificar uma investigação específica contra o parlamentar.

Deputado federal Nikolas Ferreira
Deputado federal Nikolas Ferreira · Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
TRE-MG busca origem de relatório falso da PF compartilhado por Nikolas
TRE-MG busca origem de relatório falso da PF compartilhado por Nikolas · Imagem: Source: www.metropoles.com
TRE-MG busca origem de relatório falso da PF compartilhado por Nikolas
TRE-MG busca origem de relatório falso da PF compartilhado por Nikolas · Imagem: Source: www.metropoles.com
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TRE-MG busca origem de relatório falso da PF compartilhado por Nikolas · Imagem: Source: www.metropoles.com
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TRE-MG busca origem de relatório falso da PF compartilhado por Nikolas · Imagem: Source: www.metropoles.com