Marcado pela Semana Mundial do Espaço, outubro promete ser um mês interessante para quem gosta de observar o céu. Isso porque vêm aí grandes movimentações planetárias, uma galáxia satélite da Via Láctea visível a olho nu, uma chuva de meteoros espetacular e o possível lançamento de uma missão revolucionária rumo às luas de Marte.

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Lembrando que todas as datas e horários fornecidos têm como referência um observador em Brasília (DF) e podem variar ligeiramente de acordo com a localidade. Para acompanhar com precisão, a dica é usar aplicativos como Star Walk, Stellarium ou SkySafari, que mostram a posição exata dos objetos celestes com base em onde você está.

Calendário astronômico de outubro

Resumo do calendário astronômico de outubro de 2026. – Crédito: Imagem gerada por IA

4 de outubro: Saturno em oposição. Nesta fase, o planeta dos anéis fica ainda mais brilhante e visível do que em qualquer outro momento do ano, sendo esta a melhor época para observá-lo.

Quando um planeta está na oposição, como Saturno, ele aparece maior no céu, sendo mais fácil de ser fotografado. – Crédito: Suliman Alkhayat – Shutterstock

4 de outubro: Galáxias satélites orbitam uma galáxia maior pela atração gravitacional, assim como os planetas orbitam o Sol. No caso da Via Láctea, as mais conhecidas são a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães. Ambas podem ser vistas a olho nu, mas há momentos de observação ideal. É o caso da Pequena Nuvem de Magalhães, que estará perfeitamente posicionada no céu noturno neste dia.

De 4 a 10 de outubro: Semana Mundial do Espaço. A maior celebração espacial anual do mundo é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar a contribuição da tecnologia para a humanidade. Em 2026, o evento global traz como tema a “Revolução dos Foguetes”, abordando os avanços na exploração espacial e o desenvolvimento dos novos veículos de lançamento.

6 de outubro: Ocultação lunar de Júpiter. A Lua passará na frente de Júpiter em um evento chamado ocultação lunar. O fenômeno cobrirá parte do leste dos Estados Unidos, leste do Canadá, Caribe e uma extensa faixa da África. Como o alinhamento depende do ponto de observação, o Brasil fica fora da área de ocultação, mas verá os dois astros bem próximos em uma conjunção.

Mais de 20 “estrelas cadentes” foram capturadas em exposições sucessivas em outubro de 2017 sobre o vulcão Wulan Hada, na Mongólia Interior, China, durante o pico da chuva de meteoros Oriônidas. – Crédito: Yin Hao via APOD NASA

21 de outubro: Pico da chuva de meteoros Oriônidas. O fenômeno pode ser visto tanto no Hemisfério Norte quanto no Hemisfério Sul. No entanto, a Lua estará muito iluminada nesta noite, o que deixará o céu mais claro e pode atrapalhar a observação dos meteoros mais fracos.

Também em algum momento deste mês deve ocorrer o lançamento da missão MMX (sigla em inglês para Exploração das Luas Marcianas). A agência espacial japonesa (JAXA) planeja lançar uma espaçonave rumo ao sistema de Marte. O objetivo principal é explorar de perto as luas Fobos e Deimos, realizando inclusive o primeiro pouso na superfície de Fobos.

Para recolher material do solo, a sonda levará o PlanetVac, um dos seus dois sistemas de coleta de amostras. A tecnologia, que contou com o apoio financeiro da Planetary Society em testes realizados em 2013 e 2018, utiliza jatos de gás para impulsionar o regolito para dentro do recipiente.

Flavia Correia

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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