Mirelle Pinheiro

Produtora de Dark Horse
Produtora de Dark Horse · Imagem: Lara Abreu / Arte Metrópoles

Ela é dona da produtora Go Up, que produz o filme sobre Jair Bolsonaro, e do ICB, que mantém contratos com a Prefeitura de São Paulo

Quem é Karina da Gama, dona da produtora de Dark Horse e alvo da PF
Quem é Karina da Gama, dona da produtora de Dark Horse e alvo da PF · Imagem: Source: www.metropoles.com

Letícia Guedes, Mirelle Pinheiro

10/09/2026 08:43, atualizado 10/09/2026 08:48

Lara Abreu / Arte Metrópoles

A empresária alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (10/9), junto ao deputado federal Mario Frias (PL-SP), é Karina Ferreira da Gama (foto em destaque), de 46 anos, sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nascida em Brasilândia (SP), a empresária também comanda o Instituto Conhecer Brasil (ICB), que mantém, atualmente, contrato de R$ 157 milhões com a Prefeitura de São Paulo (SP) para instalar wi-fi gratuito na periferia da capital paulista.

Karina entrou na mira da Polícia Federal na investigação acerca do financiamento do filme sobre o ex-presidente. A apuração mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a produção.

Em junho deste ano, Karina já havia sido alvo de operação, à época da Polícia Civil de São Paulo. A residência dela e a sede de sua ONG, Instituto Conhecer Brasil, e da produtora Go Up foram alvos de busca e apreensão no âmbito daquela operação.

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Operação Make Up

A operação desta quinta-feira (10), deflagrada pela PF, cumpre 49 mandados de busca e apreensão e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

As medidas ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A coluna apurou que o celular do deputado federal foi apreendido pelos investigadores.

A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.

Segundo a PF, foram identificados indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.

Segundo a PF, tentativas de dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho deste ano. A PF também apura os repasses realizados pelo empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme.