Uma professora da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revelou que criou um “sistema econômico” para motivar seus alunos do ensino fundamental. Os estudantes recebem salários fictícios ao completarem atividades e pagam multas por tarefas atrasadas. Com o saldo, as crianças precisam pagar o aluguel de suas carteiras mensalmente e, se sobrar dinheiro, podem comprar itens de papelaria com a educadora.Em entrevista à revista People, Shelby Lattimore explicou que leciona em uma área na qual muitos jovens enfrentam problemas em casa, como insegurança habitacional, e o índice de faltas é alto. Seu maior desafio era motivar os estudantes a irem à escola.Quando observou que muitos dos alunos estavam abaixo do nível esperado em matemática, ela decidiu criar um sistema de economia na sala de aula. O objetivo é distrair as crianças ao mesmo tempo em que ensina a fazer contas e ter responsabilidade.“Estou integrando essas habilidades matemáticas com a realidade do dinheiro, ao mesmo tempo em que os incentivo a virem para a escola com vontade de fazer suas tarefas, ensinando-lhes a importância da responsabilidade. Então, o programa é um sistema completo e abrangente”, disse a professora.Cada aluno tem um trabalho que lhe rende uma renda para pagar o aluguel de sua carteira mensalmente. Eles podem ser escolhidos aleatoriamente para suas funções ou se candidatar a uma específica. A educadora ressalta que cada “emprego” tem um salário diferente, como no mercado de trabalho.“Isso constrói toda essa mentalidade de orçamento, de pensar a longo prazo e não apenas pensar: ‘Ah, posso gastar todo o meu dinheiro na lojinha da professora Lattimore esta semana, mas aí não poderei comprar um prêmio maior daqui a um mês’.”Enquanto os bons comportamentos são recompensados, quebrar objetos, não entregar a lição de casa e faltar podem gerar multas e punições. Se um aluno levar dez multas em uma semana, por exemplo, será impedido de comprar um livro.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp







