Mirelle Pinheiro

PM é alvo da PF por operar esquema de R$ 60 milhões em eletrônicos
PM é alvo da PF por operar esquema de R$ 60 milhões em eletrônicos · Imagem: PF/Divulgação

Batizada de Operação Conexão Paralela, a ação cumpre seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Maricá

PM é alvo da PF por operar esquema de R$ 60 milhões em eletrônicos
PM é alvo da PF por operar esquema de R$ 60 milhões em eletrônicos · Imagem: Source: www.metropoles.com

Mirelle Pinheiro

17/09/2026 08:10, atualizado 17/09/2026 08:12

PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (17/9), uma operação contra um grupo suspeito de introduzir clandestinamente dezenas de milhares de aparelhos eletrônicos no Brasil e movimentar cerca de R$ 60 milhões com o esquema. Segundo a investigação, o principal operador seria um policial militar que atuava com outros integrantes na entrada e posterior comercialização dos produtos sem o recolhimento dos impostos devidos.

Batizada de Operação Conexão Paralela, a ação cumpre seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Maricá. Na capital fluminense, os policiais fazem buscas em endereços localizados na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Bangu e Guaratiba.

As investigações apontam que o grupo era especializado em descaminho de produtos eletrônicos, principalmente smartphones. Os aparelhos eram introduzidos no território nacional clandestinamente e depois colocados à venda no mercado brasileiro.

A dimensão do esquema chamou a atenção dos investigadores. De acordo com a PF, dezenas de milhares de dispositivos teriam entrado no país dessa forma apenas nos últimos cinco anos.

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A corporação estima ainda que o policial militar apontado como principal operador e os demais investigados tenham movimentado aproximadamente R$ 60 milhões nos últimos anos a partir das atividades investigadas.

A investigação começou depois que a Polícia Federal recebeu uma denúncia pelo ComunicaPF, plataforma utilizada para o envio de informações sobre crimes de atribuição da corporação. A partir da comunicação, os investigadores passaram a apurar a atuação do grupo e o caminho percorrido pelos eletrônicos até a comercialização.

Até o momento, a PF informou que os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de descaminho e associação criminosa. Outros delitos poderão ser acrescentados caso sejam identificados durante as diligências.