São Tomé e Príncipe está a reforçar a sua preparação para o processo de verificação da eliminação do sarampo e da rubéola, numa fase em que o país procura consolidar os resultados alcançados através da vacinação e da vigilância epidemiológica.

Durante uma sessão de orientação de dois dias, dirigida aos membros do Comité Nacional de Verificação, representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde, responsáveis do Programa Alargado de Vacinação, colocaram a tónica na necessidade de transformar os avanços registados em evidências sólidas, capazes de demonstrar que a transmissão destas doenças permanece interrompida.

A formação de reforço das capacidades de dois dias, decorreu na na sala de conferência Sérgio Viera de Melo do Sistema das Nações Unidas, e visava igualmente reunir parceiros técnicos envolvidos nos esforços nacionais de prevenção, vigilância e resposta as doenças evitaveis pela vacinação-

Em representação do Representante da OMS em São Tomé e Príncipe, Jéssica da Veiga Soares considerou a iniciativa um marco importante para o país, sublinhando que o processo não se limita a uma actividade técnica. “Trata-se de reforçar os mecanismos nacionais destinados a documentar, monitorizar e sustentar os progressos alcançados na eliminação do sarampo e da rubéola”, disse.

A representante da OMS advertiu, entretanto, que o facto de existirem vacinas seguras e eficazes não elimina a necessidade de vigilância. O sarampo e a rubéola continuam a exigir acompanhamento permanente, capacidade de resposta e demonstração contínua, baseada em evidências, de que a transmissão permanece interrompida. “Os avanços registados em São Tomé e Príncipe na eliminação do sarampo não resultam, como dizia anteriormente, do esforço de uma única instituição ou de um único grupo de especialistas”, mencionou.

A OMS reconhece os progressos alcançados por São Tomé e Príncipe e atribui-os ao esforço conjunto do Governo, dos profissionais de saúde e dos parceiros de desenvolvimento. Mas a manutenção desses resultados dependerá da capacidade do país continuar a vacinar, detectar rapidamente eventuais casos suspeitos e responder de forma eficaz a qualquer risco de reintrodução da transmissão. “São reflexo de um trabalho colectivo, sustentado pelo Governo, pelos profissionais de saúde e pelos parceiros de desenvolvimento”, referiu.

Jéssica Soares fez igualmente questão de reconhecer o trabalho desenvolvido por vacinadores, técnicos de vigilância epidemiológica e laboratorial, clínicos, gestores de programas, supervisores e agentes de saúde comunitária, considerando que os resultados alcançados são consequência directa do trabalho realizado ao longo dos anos. “É esta colaboração, baseada na partilha de responsabilidades e numa visão comum, que continuará a ser essencial para preservar os ganhos alcançados e enfrentar os desafios que ainda persistem”, reforçou.

A representante do Ministro da Saúde, Isaulina Barreto, afirmou que o país precisa de uma estrutura forte, competente e independente, capaz de analisar rigorosamente os dados de vacinação, de vigilância epidemiológica e laboratorial e documentar os progressos nacionais.

E defendeu que os dois dias de trabalho devem servir para analisar a situação do país, clarificar responsabilidades e definir medidas concretas para fortalecer a preparação nacional para a verificação.

Isaulina Barreto, considerou fundamental a existência de um Comité Nacional de Verificação forte, competente e independente, capaz de analisar rigorosamente os dados de vacinação, de vigilância epidemiológica e laboratorial e documentar os progressos alcançados pelo país.

“Durante estes dois dias, teremos a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre o processo de verificação da OMS, clarificar o papel e as responsabilidades dos membros do Comité, analisar a situação nacional e, sobretudo, definir as acções necessárias para fortalecer a preparação de São Tomé e Príncipe para o processo de verificação”, apontou.

A doutora Isaulina Barreto defendeu ainda que a sessão não seja encarada apenas como uma formação, mas como um momento de trabalho conjunto, reflexão e planeamento, orientado para resultados concretos no reforço da vacinação e da vigilância epidemiológica. “Gostaria de destacar que esta actividade não deve ser vista apenas como uma formação, mas como um momento de trabalho conjunto, reflexão e planeamento, com resultados concretos para o fortalecimento da vigilância e da vacinação no nosso país”, concluiu.

Com o Comité Nacional de Verificação agora a aprofundar conhecimentos sobre os critérios e procedimentos definidos pela OMS, São Tomé e Príncipe procura reunir as condições necessárias para demonstrar, através de dados e evidências, a sustentabilidade dos progressos alcançados.

Waley Quaresma

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