No âmbito do Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio, especialistas alertam sobre a vulnerabilidade neurobiológica e emocional que atravessam meninas, meninos e adolescentes

Por: Marco Nájera

09 de setembro de 2026 - 18:07 Hrs

Autoridades de saúde ressaltam que o cérebro adolescente encontra-se em pleno processo de maturação, o que aumenta a impulsividade diante de situações de estresse severo. Foto: Especial

No âmbito do Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio, especialistas e instituições da Cidade do México alertaram sobre a vulnerabilidade neurobiológica e emocional que atravessam meninas, meninos e adolescentes, um grupo populacional no qual a intervenção precoce e a eliminação de estigmas resultam determinantes para salvar vidas.

Durante o conversatório "Um compromisso pela vida", organizado pelo Conselho Cidadão, autoridades de saúde enfatizaram que o cérebro adolescente encontra-se em pleno processo de maturação, o que aumenta a impulsividade diante de situações de estresse severo.

Especialistas em saúde mental explicaram que o sistema límbico, encarregado de regular as emoções, costuma ser ativado de forma acelerada durante a adolescência, enquanto a córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento e o controle de impulsos, continua em desenvolvimento. Essa assimetria neurológica gera respostas reativas e imediatas frente ao sofrimento emocional.

Entre os principais focos de alerta que exigem atenção psiquiátrica ou médica imediata destacam-se expressões verbais e mudanças comportamentais: manifestações de querer desaparecer ou sentir-se um fardo, assim como alterações drásticas nos padrões de sono e alimentação.

Além disso, outro comportamento de alerta é a busca por substâncias ou métodos: interesse incomum por medicamentos, armas ou substâncias tóxicas dentro do lar.

Por outra parte, o Mtro. Andrés Emiliano Hirsch Soler, representante del Instituto para la Atención a la Salud Mental y las Adicciones (YASAMA), destacó la implementación de la Estrategia Escolar Vida Plena, Corazón Contento, la cual despliega especialistas cada 15 días en escuelas secundarias y de nivel medio superior para brindar escucha activa a los jóvenes.

Asimismo, presentó la Guía de actuación frente al riesgo suicida, un protocolo en cinco etapas que contempla desde la identificación leve hasta la posvención comunitaria.

El riesgo suicida es prevenible si lo logramos identificar a tiempo y reaccionamos de manera adecuada. Invitamos a la ciudadanía a capacitarse como agentes comunitarios por la salud mental", concluyó Hirsch Soler. Para la atención inmediata de crisis emocionales, las autoridades recordaron que se encuentran disponibles las 24 horas la línea telefónica del Consejo Ciudadano y la Línea de la Vida de CONASAMA.

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