Dino cita vídeo de Porchat durante sessão do STF

Foto: Reprodução/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta terça-feira, 15, durante a sessão extraordinária que analisava os desdobramentos do relatório da Polícia Federal (PF) sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. A pedido do ministro Gilmar Mendes, foi primeiro colocado em votação a junção dos processos de Moraes e o ministro André Mendonça.

Dino tomou a decisão depois de uma sessão acalorada com sucessivos embates entre os ministros. O momento de maior tensão ocorreu durante uma discussão entre André Mendonça e Gilmar Mendes. O episódio levou Dino a criticar a condução dos trabalhos pelo presidente do STF, Edson Fachin, e a afirmar que o debate havia ultrapassado os limites de uma discussão institucional.

"Nós estamos em termos que degradam a imagem do Tribunal", disse Dino durante a sessão. O ministro também afirmou estar sendo "agredido" e pediu a Fachin que exercesse o poder de polícia para controlar os debates.

O que é um pedido de vista

O pedido de vista é o instrumento pelo qual um ministro solicita mais tempo para analisar um processo antes de votar. Na prática suspende a análise do caso pelo colegiado e permite que o ministro leve os autos para estudo.

O pedido suspense o julgamento por até 90 dias corridos, podendo ser renovado por igual período. Ao todo, pode suspender o julgamento por até 180 dias corridos.

O que pode acontecer

Além de permitir maior tempo, é possível que os ministros que já votaram alterem seus posicionamentos quando o julgamento for retomado. Segundo a advogada especialista em Direito Constitucional Ana Luisa Tarter, mesmo quando já existe uma maioria formada, o pedido de vista pode permitir mudanças nos votos.

"É raro, mas pode ocorrer. E eu falo em princípio, porque é possível que tenha uma questão regimental específica".

"Enquanto o julgamento não estiver concluído e o resultado não for formalmente proclamado, estamos diante de um placar provisório", afirmou o advogado constitucionalista Luiz Gustavo Cunha.


