Manoela Alcântara

Decisão de Fachin ocorre em meio a atrito interno no STF sobre acesso aos arquivos; Mendonça diz ter apenas cópia de segurança lacrada

Thayná Schuquel, Manoela Alcântara
12/09/2026 19:13
Andre Borges/Esp. Metrópoles
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu prazo de 24 horas para que a Polícia Federal (PF) informe onde estão e em que estado se encontram os dados originais extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A decisão foi assinada neste sábado (12/9), após os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes solicitarem cópia integral da mídia extraída do aparelho de Vorcaro ou, alternativamente, que o material seja requisitado à PF.
Fachin determinou que a corporação preste informações “sobre a custódia do material e o estado em que se encontra”.
Atrito interno
A cobrança ocorre após um atrito entre Zanin e Mendonça sobre o acesso aos arquivos. Zanin havia pedido a íntegra dos dados extraídos do iPhone de Vorcaro para auxiliar na análise do STF sobre a validade de um relatório da PF produzido a partir do aparelho e que aponta uma possível ligação com Alexandre de Moraes.
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Mendonça rebateu a indicação de que o material estaria à disposição de seu gabinete. O relator do Caso Master afirmou que recebeu da PF apenas uma cópia de segurança dos dados, armazenada em um HD criptografado e entregue em envelope lacrado.
Segundo Mendonça, o material permanece fechado e nunca foi acessado por ele.
“Tal material permanece lacrado no Gabinete e, portanto, encontra-se inacessível a este relator, que nunca o manuseou”, afirmou.
O ministro disse ainda que a cópia funciona como contraprova e só deve ser utilizada em caso de perda ou extravio do material original, que, segundo ele, continua sob a cadeia de custódia da Polícia Federal.
Ministros pediram acesso
Além de Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também solicitaram a Fachin cópia integral da mídia extraída do aparelho de Vorcaro ou, alternativamente, que a Polícia Federal fosse acionada para fornecer o material.
Diante dos pedidos e da manifestação de Mendonça de que os arquivos originais permanecem com a corporação, Fachin determinou que a própria PF esclareça a situação.


