Com o aumento das temperaturas, escorpiões passam a aparecer com mais frequência nas cidades. Dentro dos imóveis, eles encontram abrigo, água e alimento em locais como ralos, frestas, tubulações e caixas de fiação.

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Segundo orientações do Instituto Butantan e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, três cuidados ajudam a reduzir o risco: vedar possíveis entradas, controlar a presença de baratas e conferir roupas e calçados antes do uso.

O aumento das temperaturas entre setembro e fevereiro acelera o aparecimento de escorpiões nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Imagem: Vinicius R. Souza / Shutterstock

Como o escorpião-amarelo se espalha

Entre setembro e fevereiro, os escorpiões são encontrados com maior frequência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, a ocorrência pode acontecer durante todo o ano. A reprodução rápida de algumas espécies também favorece sua dispersão.

As fêmeas do escorpião-amarelo e do escorpião-amarelo-do-Nordeste conseguem se reproduzir por partenogênese, sem a necessidade de um macho. Uma fêmea de escorpião-amarelo pode ter cerca de dois partos por ano, com 20 a 25 filhotes em cada um. De hábitos predominantemente noturnos, esses animais costumam passar o dia escondidos em locais escuros e protegidos.

Ralos, frestas e roupas facilitam a entrada

Em casas e apartamentos, os escorpiões podem se esconder em caixas de gordura, pontos de energia, frestas de paredes, rodapés soltos, roupas deixadas no chão e materiais acumulados. Eles também podem chegar às residências pelas redes de esgoto e de águas pluviais.

Morar em andares altos não elimina o risco. O animal consegue escalar superfícies irregulares e utilizar tubulações e caixas de fiação como caminhos.

Algumas barreiras físicas dificultam a entrada:

- Instalar telas ou sistemas de abre e fecha nos ralos;

- Vedar frestas, rodapés, caixas de luz e passagens de cabos;

- Sacudir roupas, toalhas e calçados antes do uso;

- Manter camas e móveis afastados das paredes;

- Evitar que lençóis e mosquiteiros encostem no chão.
Baratas e lixo favorecem a permanência
Baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais fazem parte da alimentação dos escorpiões. Por isso, lixo mal acondicionado, restos de alimentos e grande quantidade de insetos podem oferecer condições favoráveis à permanência desses animais.
Quintais e jardins devem ser mantidos limpos, sem acúmulo de folhas secas, madeira, tijolos, entulho ou materiais de construção. Folhagens densas também não devem ficar encostadas em muros e paredes.
O material do Butantan ressalta que não há comprovação científica de que plantas como citronela, arruda, alecrim ou lavanda funcionem como repelentes de escorpiões. Inseticidas, vinagre, água sanitária e outros produtos químicos também não são recomendados. Essas substâncias podem fazer o animal abandonar o esconderijo e se deslocar para outro ponto do imóvel.
Folhas secas, madeira, entulho e materiais de construção acumulados podem oferecer abrigo aos escorpiões. – Imagem: Macronatura.es/Shutterstock
O que fazer em caso de picada?
A dor intensa costuma surgir poucos minutos após a picada. Vermelhidão, formigamento, suor, náuseas, vômitos, agitação e aumento dos batimentos cardíacos também podem ocorrer. Crianças apresentam maior risco de desenvolver manifestações graves, que podem incluir alterações da pressão arterial, arritmia, edema pulmonar, insuficiência cardíaca e choque.
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Após a picada, lave o local com água e sabão, aplique uma compressa morna e procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Não coloque gelo, faça torniquete, corte ou fure o local, nem tente sugar o veneno. Também não aplique álcool, querosene, fumo, pó de café ou outras substâncias.
A necessidade de aplicação do soro antiescorpiônico ou antiaracnídico deve ser definida pela equipe médica, de acordo com os sintomas e a gravidade do caso.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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Tags: animais venenosos escorpião Instituto Butantan prevenção


