A edição desta quinta-feira (10) do Repórter Record Investigação, apresentado por Ari Peixoto, viajou ao Haiti para revelar o drama de mulheres que denunciam terem sido abusadas e estupradas por militares da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), uma operação de paz criada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2004 e liderada militarmente pelo Brasil.Dez anos depois do fim desta ação, encerrada em 2027, a reportagem especial, realizada por Thais Furlan, além de trazer um retrato sobre essas mulheres, mostra um país em guerra civil, em que até o aeroporto internacional está fechado. O local, assim como as ruas, retrata a grave crise humanitária vivida pelo país, atualmente dominado pela violência de gangues armadas e pelo colapso de serviços essenciais. Com imagens exclusivas e relatos impactantes, o documentário acompanha histórias de haitianas que afirmam terem sido abandonadas pelos soldados após os abusos. Muitas delas criaram sozinhas os filhos gerados dessas relações, enfrentando condições extremas de pobreza, fome e discriminação.Conhecidas no país como “Petit Minustah”, essas crianças convivem com a exclusão social e a falta de acesso a direitos básicos, como educação.Além dos relatos emocionantes, a equipe percorreu áreas controladas por facções criminosas e registrou o cenário de medo e insegurança que tomou conta das ruas haitianas, marcadas pela presença de homens armados, prédios atingidos por tiros e infraestrutura precária.A reportagem também discute quais reparações e punições deveriam ser aplicadas nos casos de violência sexual envolvendo integrantes da missão da ONU, lançando luz sobre uma realidade que ainda afeta centenas de mulheres e crianças quase uma década após o encerramento da Minustah.O Repórter Record Investigação, com apresentação de Ari Peixoto, vai ao ar nesta quinta-feira (10), às 23h.









