A biometria facilita a identificação na hora de votar, mas não é obrigatória para participar das Eleições 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui cadastro biométrico.

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Para votar no primeiro e no segundo turno, em 4 e 25 de outubro, respectivamente, o eleitor precisa estar com a situação regular no Cadastro Eleitoral. A falta das digitais registradas, por si só, não impede a votação.

A urna eletrônica possui um procedimento alternativo para identificar quem não tem biometria cadastrada: o ano do seu nascimento. Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O que acontece na hora da urna?

A coleta biométrica é obrigatória para o alistamento eleitoral nos municípios brasileiros, com exceção de quem se cadastra como eleitor no exterior. Essa exigência vale para a inscrição, mas não é uma condição para votar.

Sandra Damiani, assessora-chefe de Gestão Eleitoral (AGEL) do TSE, explica a diferença entre as duas etapas:

“Para se alistar, é obrigatória a coleta biométrica, com exceção da pessoa que se alistar no exterior, mas essa fase já se encerrou. Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior”, explica.

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No dia da votação, todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Quem tem as digitais cadastradas passa pela conferência da impressão digital antes da liberação do voto.

Se a digital não for reconhecida, isso não impede automaticamente a votação. A urna faz até quatro tentativas de validação. Depois disso, entra em ação outro procedimento de identificação.

“Se a pessoa tiver digital coletada mas a urna não reconhecer, ela vai tentar quatro vezes e, depois disso, perguntará qual o ano de nascimento do eleitor”, detalha Damiani.

A mesma alternativa vale para quem não tem biometria cadastrada. Desde que esteja com a situação eleitoral regular, a pessoa informa o ano de nascimento para concluir a identificação.

Os dados biométricos também ajudam a detectar possíveis duplicidades e tornam procedimentos eleitorais mais ágeis. Imagem: PopTika/Shutterstock

E quem vota no exterior?
Fora do Brasil, o processo é diferente. Nas seções eleitorais instaladas no exterior, a urna não utiliza a biometria durante a votação e não solicita a impressão digital.
Ainda assim, a regra principal permanece: é preciso estar regularmente inscrito e apto no Cadastro Eleitoral para votar.
A biometria também tem funções que vão além da identificação no dia da eleição. Os dados coletados pela Justiça Eleitoral podem ser usados para:
- detectar possíveis duplicidades no Cadastro Eleitoral;
- padronizar o atendimento prestado aos eleitores;
- tornar procedimentos eleitorais mais ágeis e eficientes;
- integrar a base da Identificação Civil Nacional (ICN), que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos nas relações com o Estado.
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O cadastro biométrico reúne impressões digitais, fotografia e assinatura. Essas informações ficam armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas tanto no atendimento da Justiça Eleitoral quanto na identificação durante a votação.
Nas Eleições 2026, portanto, a biometria torna a identificação mais direta, mas é a situação regular no Cadastro Eleitoral que permite ao eleitor exercer o direito ao voto.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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Tags: biometria eleições 2026 urna eletrônica votação


