Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo encerra impasse entre proteção animal e município sobre o bem-estar do animal idoso

17 set 2026 - 11h54

(atualizado às 12h06)

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- Por: Portal Terra

Resumo

O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a transferência do elefante Sandro, de 54 anos, de um zoológico em Sorocaba para o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso, encerrando uma disputa judicial sobre o bem-estar do animal.

Tratador fica emocionado ao se despedir de elefante Sandro no Zoológico de Sorocaba:

Realizada nesta quarta-feira (16), a transferência do elefante Sandro para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), vem causando polêmica. Críticos à transferência apontam riscos do transporte de um animal idoso por mais de 1.500 quilômetros.

O animal, de 54 anos, vivia até então no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). Ele estava lá desde janeiro de 1982, quando chegou ainda filhote, após ser resgatado de um circo asiático.

O pedido de transferência

Em 2020, o Ministério Público de São Paulo ingressou com uma ação civil pública para a transferência de Sandro ao SEB. A ação veio após a morte da elefanta Raísa, companheira com quem Sandro dividia o Zoológico desde os anos 2000.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) autorizou a mudança com base em laudo pericial que apontou dimensões insuficientes no zoológico paulista na comparação com os 1,5 mil hectares oferecidos pela reserva no Centro-Oeste.

A Prefeitura de Sorocaba recorreu contra a medida alegando que a equipe técnica local oferecia manejo comportamental adequado e que a Secretaria do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal realizava obras no espaço, incluindo a construção de um brete de contenção.

A saída do zoológico

A saída de Sandro do zoológico mobilizou moradores em manifestações contrárias que classificaram o deslocamento rodoviário como uma ameaça à integridade física do animal, exigindo a atuação da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar para liberar o comboio.

A equipe do santuário utilizou uma caixa metálica de dez toneladas, com cinco metros de comprimento, 3,5 metros de altura e 2,5 metros de largura, equipada com controle térmico e janelas de ventilação para aclimatação por reforço positivo.
Para fixar a estrutura no caminhão-prancha, foi usado um guindaste de 250 toneladas. A viagem preveu paradas de alimentação até à chegada ao destino final, com tempo estimado em dois dias e meio.
Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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