O Brasil é o país do Agro! Este é um slogan que muitas empresas, organizações e a mídia utilizam! Somos um país muito forte na indústria, no comércio, na pesquisa e inovação tecnológica, mas o agronegócio se sobressai!Antigamente, o agronegócio era mais forte em regiões específicas do Brasil. Hoje em dia, está espalhado por todo o país, em diferentes tipos de plantio e cultivos, dependendo do clima, região, relevo, etc.Neste contexto, podemos destacar diferentes perfis de produtores rurais, incluindo grandes produtores, agricultores familiares e produtores que adotam sistemas de produção orgânica, entre outros. Os grandes produtores rurais têm como característica principal a produção em grande escala, geralmente com maior capital, mecanização e uso de tecnologias e inovação. A agricultura familiar é responsável pela gestão e por parte significativa do trabalho na própria propriedade. Os agricultores orgânicos produzem segundo as normas da agricultura orgânica, com restrições ao uso de determinados insumos e práticas.Esses perfis de produtores usam tecnologias, com diferentes finalidades, a saber:Normalmente utilizam tecnologias voltadas para escala, produtividade, automação e gestão:As tecnologias tendem a estar mais relacionadas a baixo custo, acessibilidade, comercialização e melhoria da produtividade:A tecnologia precisa estar alinhada aos princípios e às normas da produção orgânica. Portanto, não significa necessariamente “agricultura sem tecnologia”. Podem utilizar:Nesta matéria, entrevistamos Alessandra Marieli Vacari [], para falar sobre tecnologias aplicadas ao contexto do agro. Ela é professora e pesquisadora da Universidade de Franca (UNIFRAN), engenheira agrônoma e doutora, com atuação nas áreas de Entomologia Agrícola, Manejo Integrado de Pragas, controle biológico, ecologia química e tecnologias sustentáveis aplicadas à agricultura. Desenvolve pesquisas voltadas à inovação no manejo de pragas, uso de agentes de controle biológico e bioinsumos, com destaque para sistemas de produção agrícola e cafeicultura. Atua também na formação de profissionais e pesquisadores nos cursos de graduação e pós-graduação.Para Alessandra, “a agricultura brasileira enfrenta três pressões ao mesmo tempo: um clima cada vez mais instável, custos de produção elevados e a necessidade de produzir alimentos com menor impacto ambiental. Nesse cenário, a tecnologia deixou de ser apenas um diferencial e se tornou essencial para manter a competitividade. Sensores, drones, imagens de satélite, inteligência artificial, máquinas automatizadas e sistemas de agricultura de precisão permitem acompanhar a produção em detalhes que a inspeção visual, sozinha, não consegue alcançar. É uma mudança decisiva: saem as escolhas baseadas em suposições e ganham espaço decisões orientadas por dados”.Um dos principais avanços está no uso mais eficiente dos recursos. Ao identificar com precisão áreas com deficiência nutricional, estresse hídrico ou focos de pragas e doenças, o produtor pode agir no local correto, no momento adequado e na dose necessária, em vez de tratar toda a propriedade da mesma maneira. Isso reduz desperdícios, ajuda a controlar custos e diminui a pressão sobre o meio ambiente. A entrevistada reforça que “defender a inovação no campo, portanto, não significa defender o uso indiscriminado de insumos, mas aplicar conhecimento para produzir mais e melhor com os recursos disponíveis”.A professora pesquisadora salienta que a “transformação também chegou ao monitoramento de pragas. Monitoramento digital, armadilhas inteligentes, modelos de previsão, controle biológico e bioinsumos ampliam as possibilidades do Manejo Integrado de Pragas e qualificam a tomada de decisão. Essas ferramentas não anulam o conhecimento acumulado pelo produtor nem substituem todas as práticas já utilizadas. Ao contrário, tornam as escolhas mais precisas e permitem reduzir aplicações preventivas feitas apenas por calendário, sem evidências de que o problema realmente esteja presente”.Ainda, para ela, a “tecnologia no agro” não se resume a equipamentos sofisticados. Uma recomendação baseada em dados confiáveis, um sistema de monitoramento bem conduzido ou o uso correto de uma solução de controle biológico podem gerar resultados tão importantes quanto os de uma máquina de última geração — muitas vezes com maior alcance para pequenos e médios produtores. O Brasil, que já ocupa posição de destaque na produção agrícola mundial, pode avançar ainda mais ao unir ciência, inovação e sustentabilidade. Nesse processo, o engenheiro agrônomo assume um papel estratégico: “transformar informação em decisões capazes de elevar a produtividade, reduzir impactos ambientais e tornar a agricultura mais eficiente e resistente às mudanças”.Também entrevistamos o engenheiro agrônomo Enes Pereira Barbosa, que é graduado em Agronomia pela Fundação Educacional de Machado, mestre em Ciência Animal pela Universidade de Franca (UNIFRAN) e atualmente é doutorando em Ciências pela mesma instituição. Atua como técnico da EMATER em Claraval (MG), desenvolvendo atividades de assistência técnica e extensão rural junto a produtores. É especialista em cultivos orgânicos, com experiência em práticas de produção sustentável e manejo de sistemas agrícolas de base orgânica.Para Enes, “a agricultura orgânica consolidou-se como uma alternativa viável e altamente sustentável. Ao priorizar a saúde do solo, dos ecossistemas e dos seres humanos, esse sistema busca integrar diferentes práticas e recursos para tornar a produção mais equilibrada e resiliente. A adoção de soluções mais sustentáveis contribui para reduzir impactos ambientais e, ao mesmo tempo, abre espaço para novas formas de utilizar conhecimento e inovação no campo”.Segundo o engenheiro agrônomo, nesse modelo, “o uso de insumos biológicos e da compostagem desempenha um papel crucial na nutrição e na proteção das plantas”. Essas práticas permitem aproveitar melhor os recursos disponíveis e contribuem para processos mais eficientes, reduzindo desperdícios e favorecendo o equilíbrio dos sistemas de produção.Para ele, outra prática que vem ganhando espaço é a homeopatia. Utilizada em doses altamente diluídas e dinamizadas, a técnica, segundo o pesquisador, pode contribuir para o fortalecimento das respostas naturais das plantas diante de diferentes situações de estresse, como ataques de insetos e períodos de seca prolongada. A proposta reforça uma tendência de buscar alternativas que combinem conhecimento, sustentabilidade e novas formas de lidar com os desafios do campo.Finalmente, o pesquisador reforça que os “resultados desse sistema integrado são nitidamente observados na qualidade final dos alimentos e na preservação dos recursos naturais”. Para Enes, a adoção de práticas mais sustentáveis mostra que inovação não está necessariamente ligada apenas a máquinas ou equipamentos sofisticados. Ela também pode estar na forma como o conhecimento é aplicado, nos processos utilizados e na busca por soluções mais eficientes e sustentáveis.Por fim, podemos concluir que a tecnologia está transformando o campo e deixando de ser apenas uma ferramenta para se tornar parte estratégica da produção. Inteligência artificial, sensores, drones e dados já ajudam a tomar decisões mais precisas, reduzir desperdícios e tornar a agricultura mais eficiente e sustentável. O campo mudou! E a próxima grande colheita pode ser de inovação.Prof. Dr. Juliano SchimiguelTem doutorado e mestrado em Ciência da Computação pelo Instituto de Computação da Unicamp. É coordenador do mestrado profissional em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo, SP). Pesquisador permanente nos PPG ECM e EC. É docente na Unianchieta (Jundiaí/SP) e editor-chefe da Revista Ubiquidade.👉 Você pode me seguir no Instagram e no LinkedIn!✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp





















