Entenda como funciona o acúmulo de milhas e confira estratégias para aumentar o saldo e pagar passagem com grandes descontos — ou até consegui-la de graça

É possível acumular milhas para viajar de avião sem precisar esperar pela próxima viagem. Compras no supermercado, abastecimento do carro, compras no crédito, pedidos pela internet e até o pagamento de algumas contas podem render pontos que, depois, podem ser convertidos em milhas e usados para emitir passagens aéreas. Cartões de crédito, clubes de fidelidade e promoções de transferência também podem ajudar a aumentar o saldo. O processo, porém, exige atenção à validade das milhas, regras das promoções e à quantidade de pontos necessária para cada voo. A seguir, veja como começar a acumular milhas e quais estratégias podem ajudar a viajar pagando menos.

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Acumular milhas pode ajudar a economizar muito na compra de passagens aéreas; saiba mais — Foto: Reprodução/Unsplash/JESHOOTS

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Índice

- Gastos do dia a dia podem acumular milhas

- Clubes de fidelidade que aumentam milhas

- Cartões de crédito com parcerias

- Comprar milhas em promoção

- Pagar contas em aplicativos

- Multiplique pontos

- Não deixe milhas vencerem: observe a data de vencimento

- Faça upgrade do seu plano de milhas

1. Gastos do dia a dia podem acumular milhas

O primeiro passo para quem quer viajar com milhas é entender que não é necessário esperar pela próxima viagem de avião para começar a acumular. Em muitos casos, os gastos cotidianos podem gerar pontos em programas de fidelidade, principalmente quando realizados com cartões de crédito que oferecem esse benefício, ou em lojas parceiras de programas de pontos. Assim, compras de supermercado, farmácia, roupas, eletrônicos e outros produtos podem render pontuação.

Uma compra pela internet, por exemplo, pode render mais pontos quando o consumidor acessa a loja por meio de um portal de parceiros com uma promoção ativa. Assim, quem já planejava comprar um celular pode aproveitar uma campanha que ofereça pontos extras por real gasto e transformar parte da compra em saldo para uma futura viagem.

A dica é aproveitar o consumo que já aconteceria de qualquer maneira, em vez de criar despesas apenas para acumular pontos. Também vale conferir se uma determinada loja está oferecendo pontuação extra antes de realizar uma compra maior. Assim, uma despesa que está dentro do esperado pode contribuir para uma futura passagem sem exigir uma mudança radical no orçamento.

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Gastos do cotidiano podem ser convertidos em milhas — Foto: Adobe Stock

2. Clubes de fidelidade que aumentam milhas

Os clubes de fidelidade funcionam como assinaturas: o consumidor paga uma mensalidade e recebe uma quantidade de pontos ou milhas, além de poder ter acesso a promoções e condições especiais. Os benefícios variam conforme o programa e o plano contratado. Entre os exemplos no Brasil estão o Clube Smiles, da GOL, o Clube LATAM Pass, da LATAM, e o Clube Azul, da Azul. Há ainda clubes de programas de pontos, como o Clube Livelo, que permite acumular pontos e, de acordo com as condições disponíveis, transferi-los para programas parceiros.

A assinatura pode ser interessante para quem acumula com frequência e quer acelerar o saldo, mas não deve ser encarada automaticamente como um bom negócio. Antes de contratar, é importante comparar o preço da mensalidade com a quantidade de milhas recebida, verificar os benefícios extras e pensar em quanto tempo será necessário manter o plano para alcançar o seu objetivo.

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Clubes de fidalidade como o Smiles, da GOL, dão acesso a milhas, promoções e condições especiais — Foto: Reprodução/E-milhas.com
3. Cartões de crédito com parcerias
O cartão de crédito pode ser uma das principais ferramentas para acumular pontos, mas não basta ter qualquer cartão: é preciso verificar se ele oferece um programa de recompensas, quantos pontos são gerados pelos gastos e para quais programas esses pontos podem ser transferidos. Há cartões que acumulam pontos em programas próprios do banco e outros que participam de plataformas de recompensas, como Livelo. Esses pontos podem, de acordo com as regras e parcerias vigentes, ser transferidos para programas de companhias aéreas, como Smiles, LATAM Pass e Azul.
A pontuação também varia entre os cartões. Por exemplo, dois produtos: um que oferece um ponto a cada dólar gasto e outro que oferece dois. Para o mesmo volume de compras, o segundo pode gerar mais pontos. Isso não significa, porém, que ele seja automaticamente melhor, já que também é preciso considerar anuidade, benefícios e condições de uso.
O ideal é escolher um cartão compatível com o próprio perfil de consumo e nunca aumentar os gastos apenas para ganhar mais pontos. O benefício perde o sentido se o consumidor acumular milhas, mas não conseguir pagar a fatura integralmente.
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Cartões de crédito são uma das principais maneiras de acumular pontos; é necessário usar uma opção que se adeque ao seu perfil — Foto: Reprodução/Canva
4. Comprar milhas em promoção
Também é possível comprar milhas diretamente dos programas de fidelidade. A estratégia pode ser interessante em determinadas promoções, principalmente quando o preço por milha fica mais baixo ou quando a compra oferece um bônus adicional. Por exemplo, imagine uma campanha que dê 50% de milhas extras. Quem comprar 10 mil milhas receberia outras 5 mil como bônus, chegando a 15 mil no total. O percentual e as condições, no entanto, dependem de cada promoção.
Antes de comprar, é importante fazer as contas. Se a intenção é usar o saldo para emitir uma passagem específica, compare o custo das milhas com o preço do bilhete em dinheiro. Também confira o prazo de validade das milhas adquiridas e as regras da campanha. Comprar pontos sem ter um objetivo definido pode fazer com que o consumidor gaste dinheiro em um saldo que depois não será aproveitado.
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5. Pagar contas em aplicativos
Alguns aplicativos e carteiras digitais permitem pagar boletos e contas usando cartão de crédito ou oferecem campanhas de recompensa. Dependendo do serviço e das condições disponíveis, isso pode ser mais uma forma de concentrar gastos e acumular pontos.
Contas de água, luz, internet, telefone, condomínio e outros boletos são exemplos de despesas que podem entrar nessa estratégia. Se uma pessoa já precisa pagar R$ 500 em contas naquele mês, por exemplo, pode verificar se existe uma opção de pagamento que gere pontos sem acrescentar um custo que torne a operação desvantajosa.
Esse último ponto é importante porque alguns serviços cobram tarifas pelo pagamento. Se a taxa for maior do que o benefício obtido com os pontos, a operação deixa de ser interessante. Além disso, pagar uma conta no cartão só para pontuar não vale a pena se isso resultar em juros por atraso ou parcelamento da fatura.
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Em muitos casos, pagar contas com o cartão também é uma boa forma de acumulhar minhas — Foto: Reprodução/Freepik
6. Multiplique pontos
Os pontos acumulados no cartão ou em programas de recompensas podem valer mais quando transferidos durante uma promoção bonificada. Nesses períodos, o consumidor envia os pontos para um programa de fidelidade de uma companhia aérea e recebe um percentual adicional. Um exemplo simples: se uma promoção oferecer 80% de bônus, uma transferência de 10 mil pontos poderá resultar em 18 mil milhas. O bônus não sai do bolso do consumidor; ele é acrescentado pelo programa de acordo com as regras da campanha.
Promoções desse tipo podem envolver programas como Livelo e companhias aéreas como Smiles, LATAM Pass e Azul. Mas é importante verificar as condições antes de transferir, já que pode haver exigência de cadastro prévio, período de permanência em clube ou outros critérios.
Também não é recomendável transferir pontos automaticamente sempre que houver uma promoção. Se você ainda não sabe qual programa pretende usar ou não tem previsão de viagem, pode ser mais interessante manter os pontos onde estão até aparecer uma oportunidade adequada.
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Ficar de olho em promoções também é uma boa tática, já que elas podem multiplicar seus pontos e proporcionar uma boa viagem de avião, com valores reduzidos — Foto: Reprodução/Magnific
7. Não deixe milhas vencerem: observe a data de vencimento
Acumular milhas e esquecer delas pode fazer o consumidor perder todo o saldo. Os pontos e as milhas têm prazos de validade que variam conforme o programa, a origem do saldo, o tipo de promoção e, em alguns casos, a categoria do cliente. Por isso, é importante consultar regularmente o extrato e observar as datas de vencimento.
O prazo também pode ser diferente entre pontos que ainda estão no programa do cartão e milhas que já foram transferidas para uma companhia aérea. Bônus recebidos em promoções podem ter ainda outras condições. Por isso, não existe uma única regra de validade que possa ser aplicada a todas as milhas.
Se a data de vencimento estiver próxima, o consumidor pode avaliar as opções disponíveis no próprio programa, como emitir uma passagem ou aproveitar outra forma de utilização permitida pelas regras. O importante é não deixar para conferir o saldo apenas quando ele já estiver perto de expirar.
8. Faça upgrade do seu plano de milhas
Quem já participa de um clube de fidelidade pode encontrar planos superiores que oferecem uma quantidade maior de milhas mensais ou benefícios adicionais. Fazer o upgrade pode acelerar o acúmulo, mas também aumenta o valor pago todos os meses.
Por exemplo, um clube tem um plano básico que oferece uma determinada quantidade de milhas e uma opção superior que entrega mais pontos, além de condições especiais em promoções. Se a diferença de preço for pequena e o consumidor estiver planejando uma viagem, o segundo plano pode ajudar a atingir a meta mais rápido.
Por isso, antes de mudar de plano, compare o preço das mensalidades, a quantidade de milhas recebida e os benefícios adicionais. Também confira se existe período mínimo de permanência ou alguma condição para aproveitar as vantagens.
Mais importante do que acumular o maior número possível de milhas, é ter uma estratégia para usá-las. O consumidor pode começar pelos gastos que já fazem parte do orçamento, aproveitar promoções quando elas realmente forem vantajosas e acompanhar a validade do saldo. Dessa forma, os pontos acumulados ao longo do tempo podem ajudar a reduzir, consideravelmente, o custo de uma próxima viagem.
Com informações de Santander e Nomad
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