O bolo de Quieve (em ucraniano: торт «Київський»; romaniz.: tort "Kyivskyi", pronúncia em ucraniano: [tɔrt ˈkɪjiu̯sjkɪj]) é um bolo produzido em Quieve, Ucrânia, desde 6 de dezembro de 1956 pela Confeitaria Karl Marx, atualmente uma subsidiária da Roshen [en]. O bolo tornou-se um símbolo de Quieve, principalmente devido ao seu nome e embalagem com a representação de uma folha de castanheiro-da-índia, presente no brasão de armas de Quieve durante a era soviética. O bolo é composto por duas camadas leves de merengue com avelãs cobertas por chocolate e recheadas com um creme semelhante a chantili.

História Existem três versões de como o bolo de Quieve teria sido criado em 1956. Segundo uma delas, os confeiteiros esqueceram de refrigerar o merengue durante a noite para fazer os biscoitos. Na manhã seguinte, o chefe Kostiantyn Petrenko e sua assistente de 17 anos, Nadiia Chornohor, aproveitaram o erro e criaram o que viria a se tornar o bolo de Quieve. A segunda história também tem Nadiia Chornohor como protagonista. Nessa versão, o relato descreve como ela passou de candidata reprovada no vestibular de medicina a decoradora de bolos e, por fim, confeiteira, inventando o famoso bolo. A terceira versão centra-se em Kostiantyn Petrenko e é a que a fábrica defende: na época em que a receita foi desenvolvida, a União Soviética apoiava ativamente a Índia em seu movimento pela independência. Quando a URSS recebeu um grande carregamento de castanhas da Índia em 1956, os confeiteiros foram incumbidos de criar uma sobremesa com elas. Petrenko, segundo a história, desenvolveu o bolo na Confeitaria Karl Marx após anos de testes com receitas anteriores. Marina Shiyan, porta-voz da Roshen, declarou: "Muitas pessoas acreditam que houve um erro, mas isso não passa de uma lenda urbana. Foi necessário um trabalho longo e dedicado para inventar uma nova receita de bolo". A receita mudou com o tempo. Na década de 1970, os confeiteiros aperfeiçoaram o processo de preparo da mistura de claras de ovo e nozes. Passaram então a acrescentar avelãs e começaram adicionar amendoins e castanhas de caju, no entanto, as nozes eram caras e elevavam os custos, de modo que a fábrica voltou a utilizar avelãs.

Propriedade intelectual Embora Petrenko seja creditado pela criação da receita, Galina Fastovets-Kalinovskaya e Anna Kurilo receberam uma patente em 1973, reconhecendo seu papel no aperfeiçoamento e na popularização da mesma. Em 2017, o "Bolo de Quieve" foi oficialmente reconhecido como marca registrada na Ucrânia, vinculada à Confeitaria Roshen de Quieve. A decisão baseou-se em décadas de uso generalizado, forte reconhecimento por parte dos consumidores e vasta produção e vendas que remontam a 1956.

Ver também Pavlova Frango à Quieve

Referências

Ligações externas Bolo da Paz: O Medovik, em Ipanema, passa a servir o bolo kiev - matéria da Veja Rio Artigo no KyivPost (em inglês)