Em decisão unânime, Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual; alívio barateia o crédito para consumidores e empresas

16 set 2026 - 18h34

(atualizado às 18h36)

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- Por: Davi Valadares

Corte de juros desta quarta foi o quinto consecutivo promovido pela instituição presidida por Gabriel Galípolo

Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, 16. Com essa decisão, unânime e esperada pela maior parte do mercado financeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira caiu de 14% para 13,75% ao ano.

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No comunicado, assim como nos últimos, o BC não se compromete a fazer novos cortes nas próximas reuniões. O recado dado é que novas reduções dependerão do comportamento da inflação, das expectativas para horizontes mais longos e da confiança do mercado na trajetória das contas públicas.

"Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta", diz trecho do comunicado do Copom.

Embora a Selic ainda esteja em um nível alto para boa parte dos analistas, o corte desta quarta foi o quinto consecutivo promovido pela instituição presidida por Gabriel Galípolo. O BC usa o indicador para equilibrar o ritmo do mercado financeiro e conter a alta generalizada dos preços, também conhecida como inflação.

No acumulado de 12 meses até agosto, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 4,22%. O centro da meta oficial para a inflação é de ‌3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ‌ponto percentual para mais ou menos.

Embora esteja dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo BC, as expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,90% e 4,30%, respectivamente.

Entenda mais sobre a Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Na prática, funciona assim: quando o IPCA, o indicador oficial de inflação do Brasil, está em um nível muito alto, o BC sobe os juros para que a inflação fique dentro dos limites de um alvo pré-definido, chamado de meta de inflação.

Juros elevados deixam o crédito mais caro para financiamentos, cartão de compras e parcelamentos. Com menos pessoas consumindo, a tendência é que os preços se acomodem.

Em contrapartida, se a inflação estiver em níveis baixos, o BC reduz os juros para estimular o consumo e, consequentemente, a economia. Isso porque o alívio na taxa Selic estimula os negócios e barateia o crédito para consumidores e empresas.
A taxa Selic é determinada a cada 45 dias em encontros a portas fechadas do Comitê de Política Monetária, a reunião do Copom, do Banco Central, desde 1996. Fazem parte do Copom o presidente e os oito diretores do BC.
A definição da taxa leva em conta principalmente a inflação, mas também fatores como taxa de câmbio, importações e exportações, e a atividade e a perspectiva de crescimento econômico do País.
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Fonte: Portal Terra
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