Belo Horizonte — Dos 11 candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, apenas dois apresentaram propostas específicas de proteção e bem-estar animal nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT).O levantamento considera medidas diretamente relacionadas à proteção, defesa e bem-estar dos animais. Os planos foram consultados pela reportagem entre os documentos apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral.3 imagensFechar modal.1 de 3Apenas 2 de 11 candidatos ao governo de Minas Gerais registraram propostas de proteção animal no TSEGetty Images2 de 3Alexandre Kalil (PDT)Divulgação3 de 3Patrus Ananias (PT)Zeca Ribeiro/ Câmara dos DeputadosKalil dedica uma seção do programa de governo ao “bem-estar e proteção animal”. O candidato cita abandono, reprodução descontrolada, maus-tratos e falta de estruturas adequadas como problemas que provocam sofrimento aos animais e também têm impacto na saúde pública. Leia também Minas GeraisMartelo batido: quem são os candidatos ao governo de MG e seus vices Minas GeraisDatafolha em MG: no 2º turno, Cleitinho vence Patrus Ananias por 60% a 24% Minas GeraisDatafolha MG: para o Senado, Marília tem 13%; Aécio e Viana, 11%; Sávio, 9% A proposta é criar uma política de cooperação entre o governo estadual e as prefeituras. O plano prevê a possibilidade de consórcios públicos para oferecer soluções regionais, principalmente a municípios menores que não tenham recursos financeiros ou estrutura técnica para manter serviços próprios.Organizações da sociedade civil e protetores independentes também poderiam participar da formulação dessas políticas. Segundo o programa, a intenção é fazer com que a proteção animal deixe de depender de ações isoladas e passe a ser tratada como uma política organizada.O plano de Kalil também aborda a proteção da fauna silvestre. Entre as medidas previstas estão intervenções de engenharia e sinalização em rodovias estaduais que atravessem áreas relevantes para a fauna, levando em consideração registros de atropelamentos de animais.Patrus prevê política estadual e conselhoJá Patrus Ananias apresenta uma diversidade maior de medidas em uma seção intitulada “Direito dos Animais”. O plano propõe a criação de uma política estadual de proteção, defesa e direitos animais, com uma estrutura responsável por articular as ações do Estado com municípios, União e sociedade civil.O petista também propõe criar e fortalecer um Conselho Estadual de Proteção e Direitos Animais e realizar campanhas de conscientização sobre abandono, crueldade e tráfico de animais, além da proteção da fauna silvestre e da convivência responsável entre humanos e animais.Outra proposta é integrar saúde humana, animal e ambiental nas políticas estaduais. O programa prevê o fortalecimento da prevenção e da vigilância de zoonoses e apoio aos municípios nessas ações.Para a fauna silvestre, Patrus propõe ampliar corredores ecológicos e passagens de fauna, além de intensificar o combate ao tráfico e à captura ilegal. O plano também prevê incluir a proteção dos animais nas políticas de prevenção e resposta a desastres, mudanças climáticas e emergências ambientais.O que dizem os demais planosOs planos de Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Professor Tulio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) não apresentam propostas específicas de proteção animal.Gabriel Azevedo (MDB) cita os animais em seu programa, mas sob a perspectiva da defesa sanitária ligada à produção agropecuária. O candidato propõe fortalecer o sistema estadual de defesa sanitária animal e vegetal, modernizar o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e ampliar a vigilância epidemiológica, fiscalização, capacidade laboratorial e sistemas digitais de rastreabilidade.As medidas apresentadas por Gabriel têm como objetivos declarados proteger a produção, preservar o acesso aos mercados, garantir a segurança alimentar e manter a competitividade do agronegócio. Por isso, elas não foram consideradas no levantamento do Metrópoles como propostas específicas de proteção e bem-estar animal.













